A motivação vai e volta.
Se hoje você sente empolgação, ótimo. Se não sente, isso também é completamente normal.
O erro é acreditar que só dá para agir quando há empolgação. A motivação é instável. Sobe, desce, muda de forma.
Confiar nela para manter hábitos de longo prazo quase sempre acaba gerando frustração.
O que sustenta um comportamento não é vontade. É a simplicidade da ação. Quando algo é fácil o bastante, acontece mesmo nos dias de baixa energia.
Existe um ponto em que três coisas se encontram: motivação, habilidade e um sinal claro. Nos dias em que a motivação está baixa, a tarefa precisa ser muito fácil.
A maioria define hábitos para os dias bons, quando sobra energia. Mas é nos dias ruins que o hábito precisa caber.
O segredo não é tentar sentir mais motivação. É definir o hábito para precisar de menos.
Quanto menor a ação, mais resistente ela é ao cansaço, ao mau humor, ao estresse. Se o esforço é pequeno, não há negociação interna; você simplesmente faz.
E quando o hábito não acontece, o problema raramente é falta de força pessoal. Geralmente é excesso de exigência.
Se a energia estiver baixa, reduza o tamanho do hábito, não a frequência.
Aparecer, mesmo com pouco, mantém o sistema vivo.
É isso que faz o hábito sobreviver, mesmo quando a onda da motivação está longe.




